São Paulo de 4
O título sugestivo não deveria sugerir nada... Apenas um ponto de referência no meio de um quarteirão (ou na esquina dele, sabe-se lá, nunca o vi) bem no seio da cidade... No seio farto da cidade fragmentada que insiste em se mostrar integral, orgânica e coerente.
Fragmentada ela, meu amor, urbana, cidadela d'alma de mim mesmo! Fragmentado eu, minha contradição, urbano, ponto de fuga em um quadro que insiste na não finalização, após quase trinta anos...
E sigo a andar, porque ouvi uma vez uma melodia que diz-me "andar é reconhecer... porque nem sei quem sou"... E não reconheço cada ponto do globo, do mundo, do planeta São Paulo; ou da finitude emoldurada de mim mesmo... "Em uma moldura simples, sou aquilo que se vê".
Vou andar daqui a pouco, ver algo, sobre o qual não crio mais nenhuma expectativa. Nenhuma, juro!
E falo hoje como há anos atrás, o que me termina o humor e a paixão de seguir em frente, sempre em frente, como um cavalo de corrida que jamais chega a Tróia, porque tem um falso destino. E volto a dar voltas em torno de meu próprio irraciocínio cruel comigo mesmo...
Por isso, é hora de cultivar uma horta...
Até mais...
